sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A TI, MÃE.















Quando fitei teus olhos maculados
Com o profundo do peito meu
Encontrei nuvem tão baça, tão baça,
Que vi um véu mesmo no olhar teu...

O teu palco se fechou mãe?
O teu mundo se perdeu?
Quem te busca não te encontra
De ponta a ponta
Neste teu breu.

Onde andam tuas luzes?
Onde anda o teu andar?
Estão indo num barquinho
Arrastados pelo mar?

A saudade te tortura?
Corta a carne e seca o ar?
Quem te resgata pr’esta vida?
Alguém te alcança neste navegar?

Quem te resgata pr’esta vida?
Quem te livra de naufragar?
Quem cuida da tua ferida?
Será que essa ferida é de sarar?


Lila Marques.

Para ti, mãe, com o meu imenso amor...

2 comentários:

Gi Zamai disse...

Que lindo este amor não? Imagino a sensação de ter e não ter ao mesmo tempo...Beijos no coração amiga e sinto falta de sua visita, aparece!

Lírio Lilas disse...

Obrigada, minha linda, por passar sempre por aqui, apesar da minha demora em aparecer... mas você está sempre presente em mim. Passarei lá para te ler. Sinto saudades ddos teus escritos!

Um beijo grande,
Lila.

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