quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

CORPO: MORADA DA ALMA

O corpo não é uma máquina como nos diz a ciência. Nem uma culpa como nos fez crer a religião. O corpo é uma festa. (Eduardo Galeano) O que é o corpo, senão a casa que permite à alma se manifestar nesta dimensão? Por que falar do corpo, ou tratá-lo como se fosse desvinculado do Ser? Mais claramente, digo: o corpo é a casa que permite a manifestação do Ser neste espaço/tempo/dimensão. Então, o prazer do corpo pode ser considerado sujo? Pecaminoso? Por quê? O que é o prazer? Não seria um reflexo da comunhão com o nosso Ser mais genuíno? De onde será que vem o prazer? Não seria da satisfação de alguma parte de nosso Ser? Ou melhor, do desejo desse Ser? Se me sinto em comunhão com alguém e esta pessoa toca qualquer parte do meu corpo, há um prazer que nasce na fonte do meu Ser. Um prazer que faz TODO o corpo e a alma sorrirem... um prazer prânico; como se todo o meu corpo fosse tomado por prana, energia limpa, luminosa. E a vida cresce, enobrece, enlevece... O orgasmo é um momento alquímico! É pura sintonia energética! É uma troca intensa de energia vital... Ah, corpo! Por que reprimi-lo tanto? Aí mora tanta vida, tanta alegria, tanto amor! Se eu me toco e me dou prazer, o que pode haver de errado nisso? Se alguém me toca, independentemente das “regras” castradoras de toda ordem estipuladas socialmente, e eu sinto prazer, pode haver algo de errado nisso? NUNCA! É como negar o direito a se sentir o perfume das damas-da-noite... Triste e adoece-dor é fechar o corpo aos sentidos, enorme manancial de manifestação de tantos sentimentos e sensações; ao potencial enorme de linguagem que possui; e em nome de quê? Da superficialidade. Apenas dos pré-conceitos provenientes da ignorância, da insensibilidade e da simplificação, característicos daquilo que vira senso comum. Lila Marques.

sábado, 24 de dezembro de 2011

PARA ALÉM


Sou capaz de te querer bem,
de fechar os olhos
e imaginar um abraço
para além dos braços,
imaginar um beijo,
para além dos lábios,
imaginar os passos
reforçando o laço!

Sou capaz de te querer tão bem
que em mim habitas ímpar espaço
no peito, para além do peito,
De um jeito, para além do jeito,
No tempo, aquele que invento,
Magia do amor e do pensamento.

Sou capaz de te querer só bem
e de te amar neste momento.
 
 Lila Marques.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011


Ao blog Távola de Estrelas, o meu muito obrigada!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

ABRE O LAÇO...



Vai...
Deixa que os laços se afrouxem,
Deixa que os ciclos se vão;
Apaga a chama fraca que ainda ilumina a vela
E acende, quiçá, outras.
As lágrimas de parafina cessarão logo
E congelarão no toco apagado.
E as tuas, aguadas e salgadas,
Evaporarão por entre os descaminhos...

Deixa!
Deixa que se iniciem outros ciclos,
Mesmo que o começo
Ainda sustente o gosto
Da lágrima do fim,
É mesmo assim.
Sem sorrisos, sem abraços,
Sem o que comemorar.
Deixa assim.
Deixa que se vá...


Lila Marques.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011



O amor,
Bálsamo da alma,
Serenidade e fortalecimento.
Escrito no teu olhar profundo
Nos teus gestos mais rotineiros;
Esse amor adocicado,
Por vezes brejeiro,
Feito de contínua construção,
Re-construção,
Tratos e re-tratos,
De sim, de não,
De crescimento;
Muito mais de sim!
Muito mais de mim
E de ti
Naquilo que temos
De melhor.

Lila Marques.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A TI, MÃE.















Quando fitei teus olhos maculados
Com o profundo do peito meu
Encontrei nuvem tão baça, tão baça,
Que vi um véu mesmo no olhar teu...

O teu palco se fechou mãe?
O teu mundo se perdeu?
Quem te busca não te encontra
De ponta a ponta
Neste teu breu.

Onde andam tuas luzes?
Onde anda o teu andar?
Estão indo num barquinho
Arrastados pelo mar?

A saudade te tortura?
Corta a carne e seca o ar?
Quem te resgata pr’esta vida?
Alguém te alcança neste navegar?

Quem te resgata pr’esta vida?
Quem te livra de naufragar?
Quem cuida da tua ferida?
Será que essa ferida é de sarar?


Lila Marques.

Para ti, mãe, com o meu imenso amor...
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